Jovem começa como aprendiz e supera barreiras sociais
Ralfi Macedo de Lima, 17 anos, morador de Diadema, compartilhava com sua família o receio de não conseguir uma colocação no mercado de trabalho por conta de sua deficiência auditiva. Mas há três anos ele passou a freqüentar a AVAPE, recebeu orientação sobre várias funções e atualmente trabalha na própria instituição, com registro em carteira, como auxiliar administrativo.
"Lá eu comecei como aprendiz. Trabalhei na padaria, ajudava a fazer móveis, entre outros serviços. Esforcei-me bastante e fui contratado", explica.
Ele foi vítima, aos 4 meses, de uma meningite que reduziu a audição de um dos ouvidos em 40% e a do outro em 60%.
Aos 7 anos, Ralfi passou a usar um aparelho auditivo, que lhe possibilitou conviver normalmente.
LINGUAGEM - O jovem disse gostar do trabalho que faz e, depois que completar 18 anos, quer conseguir um emprego com salário melhor.
Atualmente ele ganha um salário mínimo. "Tenho o sonho de ser professor de libras, que é a linguagem de sinais para surdos e mudos", conta Ralfi, que fala sem dificuldades e cursa a terceira série do ensino médio.